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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

De quem é a culpa?

Foto adaptada de apodiário. Original em: https://goo.gl/ZAekj8

Desde o início do mandato do Prefeito Alan Silveira em Apodi, que a população acompanha apreensiva algumas polêmicas em torno do Hospital Maternidade Claudina Pinto. A história é longa e por aqui todos já conhecem.

Porém foi só agora no último dia 20 deste mês que a tragédia final foi anunciada, ela veio através de nota divulgada a população pela Associação de Proteção e Assistência a Maternidade e a Infância de Apodi - APAMI. A triste notícia que já parecia anunciada desde o início do ano se concretizou, fim dos trabalhos do Hospital Maternidade Claudina Pinto.

E claro, como não poderia ser diferente, logo após a divulgação da nota começou “a caça ao culpado”. Sim! Tudo o que precisamos é de um culpado, alguém que seja o responsável por essa atrocidade. Onde ele está? Para começar a caçada temos duas equipes, “Situação” e “Oposição”.

Uma verdadeira enxurrada de notas de repúdio e textões nas redes sociais são compartilhados, o foco é descredibilizar o “adversário”. Para “tropa de elite” da situação a culpa é do Presidente da APAMI, porém para “tropa de elite” da oposição o culpado é o Prefeito. Mas, será que a solução é tão simples assim? Apenas um é culpado?

Bem, vamos lá! Se você me perguntar se o Prefeito é culpado vou responder que sim, claro. Ele é o Prefeito da cidade, certamente tem algo que ele possa fazer. Mas e o Presidente da APAMI? Ele também é culpado? Sim, ele representa a instituição, deve lutar por ela com toda a sua força de vontade. E os Vereadores? Lógico que também são culpados, foram eleitos para representar os interesses da população, muito mais que divulgar notas, apoiar lado A ou B, podem usar a sua força política para ajudar a encontrar uma solução.

E nós o povão? Sim, também somos culpados. Adoramos transformar tudo em disputa, queremos acima de tudo defender o “nosso lado” somos apaixonados politicamente, beijamos as bandeiras de partidos como devotos beijam imagens sagradas. Os que estão na liderança, seja do lado A ou B, sabem muito bem como a massa se comporta diante dessas situações. São eles, que escrevem as notas, os textões e nós compartilhamos e compramos a briga. Mas, e a solução?   

Na verdade, sabemos que todo esse problema é consequência da velha disputa por poder. Acredito que já está na hora de nos tornamos melhores, pensar nas dezenas de futuras mães que nesse momento estão perdidas, sem saber como será o seu parto, um momento que seria de alegria transformado em desespero.

Precisamos fazer mais, abandonar as paixões politiqueiras, parar de votar pela emoção e deixar a razão agir. Muito mais que atacar um dos lados, vamos cobrar dos dois a solução, só apontar de quem foi a culpa não é o bastante.

Por fim, um trecho adaptado, da música, Nunca Serão do Gabriel O Pensador:
( https://goo.gl/cFvgtR)  “Quem alimenta a desigualdade da desigualdade se alimenta”. 

Vamos conversar?


quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Quem escolhe o menos ruim nunca terá o melhor.

Adaptado 

Para minha terceira publicação no blog planejava escrever novamente sobre as “paixões politiqueiras”, porém em uma de minhas leituras diárias me deparo com um texto que representa exatamente aquilo que penso sobre os métodos que estamos usando atualmente para escolher os nossos representantes. 

O texto é do escritor Luciano Pires e pode ser encontrado no portal Café Brasil: http://www.portalcafebrasil.com.br

"Já imaginou a eleição do maior jogador de futebol do mundo, entre Cristiano Ronaldo, Neymar e Messi, onde são mostradas apenas as jogadas erradas de cada um, para que escolhamos o menos ruim? Esquisito, não é? Pois é. Mas em política é assim: o foco no torto em vez de no direito. Basta dar uma olhada nas matérias da imprensa, mídias sociais e conversas de elevador. 

As pessoas são muito mais passionais quando falam dos candidatos nos quais não pretendem votar, do que na defesa de seus candidatos preferidos. Mas há razões para ser assim. Calculo que 60 a 70% das propagandas eleitorais são focadas nos pontos negativos dos oponentes. 

Nas mídias sociais esse número sobe facilmente para 90% ! É um rolo compressor de más notícias, acusações e ofensas. Ninguém presta, não há saída, estamos irremediavelmente perdidos.

Há muito tempo estudos psicológicos dizem que o ser humano se motiva muito mais para evitar a dor do que para buscar o prazer. Só pode ser essa a explicação. Estamos apavorados, angustiados, enraivecidos com a perspectiva de ter novamente no comando da nação um populista, um ignorante, um desonesto. 

Essa perspectiva dói tanto que investimos todo nosso tempo em torpedear qualquer um que apareça como candidato. Nenhum jogador é avaliado pelo que faz de bom, só pelos erros, e a sensação que fica é que ninguém presta, não há saída, estamos irremediavelmente perdidos. 

E isso nos faz incapazes de reconhecer qualquer decisão boa, qualquer ação positiva. Entramos e campo com a certeza da derrota. Essa coisa contamina! Comece a reparar nos discursos que você faz e ouve diariamente. São sobre podres ou virtudes? Pois é. Estamos infectados."

Alivaci Costa (84) 99816-2402 alivacisoare@gmail.com

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

"Jornalistas" despreparados, sociedade desamparada.

Adaptado
Não existe um consenso de como surgiu o jornalismo. Porém são vários os pesquisadores que atribuem ao Imperador Júlio Cesar, a invenção que mais se aproxima de um jornal impresso como o conhecemos na atualidade. 

A Acta Diurna, criada no ano de 59 a.C. trazia aos seus leitores notícias diárias de todos os cantos do Império, e também de fora dele, falando principalmente de conquistas militares, ciência e de política.

Para escrever a Acta Diurna surgiram os primeiros profissionais do jornalismo. Chamados de Correspondentes Imperiais, esses profissionais eram enviados ás várias localidades do Império para acompanhar e escrever as notícias.  

Da época do Império Romano, aos dias atuais muita coisa mudou, ciência e tecnologia modificaram as formas de como nos comunicamos. A profissão de Jornalista, claro, também passou por inúmeras mudanças. O mundo está mais rápido, escrever e distribuir informações está cada vez mais fácil e acessível a todos.

É neste mundo de tanta velocidade e novas tecnologias, que os atuais Correspondentes Imperiais estão atuando. Porém apesar das mudanças, há algo em comum que aproxima o passado do presente, a base principal que move o trabalho jornalístico, informar.

Informar porém, não é uma tarefa fácil, transmitir a veracidade dos fatos de forma clara, objetiva e sem ferir os direitos individuais de cada cidadão não é tão simples como alguns podem imaginar. E é exatamente neste mundo da imaginação, que surge os profissionais despreparados. Pessoas, que pela facilidade que a novas ferramentas tecnológicas oferecem, acreditam que podem escrever e disseminar informações sem nem um conhecimento técnico/acadêmico de como fazer.

Sim, sou um defensor do jornalista com diploma, do jornalista que passou quatro ou cinco anos nas cadeiras de uma universidade, aprendendo na teoria e na pratica as formas e métodos mais adequados de como transmitir informações.

Com a popularização da internet, é cada vez mais comum vermos pessoas se propondo a serem jornalistas. Os blogs de notícias são um bom exemplo disso. Em uma pesquisa rápida no google, utilizando o termo: “Blog de notícias”, é fácil encontrar dezenas deles.  

O problema é lógico vai além dos blogs e portais na internet. Emissoras de rádio, jornais impressos e a própria tv mantem em seus quadros de funcionários pessoas que atuam como jornalistas, sem curso de formação. E quem perde? Toda a sociedade. Perde por receber informações que foram mal apuradas, ou nem foram apuradas, perde por receber uma informação feita sem critério, sem o conhecimento técnico teórico necessário.

A mesma pessoa que dar crédito a uma informação feita por alguém que não tem competência necessária para fazê-la, certamente não quer consultar o médico sem diploma, nem quer entrar no taxi do taxista que não tem habilitação, muito mesmo confia no advogado que não tem certificação da OAB.

Com o jornalismo não pode ser diferente. As notícias não são meros reflexos de uma realidade, a depender da forma como são veiculadas, tem o poder de transforma-la, para melhor ou pior. O bom jornalista precisa de conhecimento técnico, precisa se preparar, saber o que falar e como falar. Deve compreender os limites éticos que rege a sua profissão.

Dessa forma, fica claro que a sociedade é a maior vítima dos jornalistas despreparados. Jornalismo não pode ser confundido com entretenimento, precisa ser levado a sério os profissionais precisam de qualificação, pois só assim podem contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária para todos.


Alivaci Costa (84) 99816-2402 alivacisoare@gmail.com

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Razão ou emoção?


Mais um período eleitoral se aproxima e para quem espera uma campanha madura e decente já pode ir perdendo as esperanças. Faltando ainda 9 meses e 19 dias para o dia das votações, parte da população já mostra quais serão os principais critérios para escolha de candidatos, nada de novo, emoção e disputa estão no topo da lista.

Nas redes sociais por exemplo, as trocas de insultos entre “esquerdas” e “direitas” estão cada vez mais fortes. Sim, a falta de respeito com a escolha do outro é o terceiro dessa lista. Aliás, pouco respeito com a diversidade é bem característico de um dos possíveis candidatos à Presidência, que já tem milhares de seguidores pelo Brasil.   

Claro que em nossa querida Apodi, terra das “paixões politiqueiras,” não seria diferente. Até um outdoor já está sendo usando para mostrar “devoção” ao possível candidato Jair Bolsonaro.

Não sabemos quem vai sair vitorioso(a) nessa disputa, mas os perdedores já conhecemos, são aqueles que estão endividados devido a “crise econômica”, são os que estão nas filas dos hospitais aguardando a sorte de ter um médico de plantão, são os que não tem escola, segurança e emprego.

Assim, as consequências da disputa eleitoral baseada na emoção e não na razão, devem continuar nos maltratando por pelo menos mais quatro anos.  

Alivaci Costa (84) 99816-2402 alivacisoare@gmail.com
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